Sabia que Einstein teve seu cérebro roubado após sua morte?

Isso mesmo que você leu, o cérebro de Einstein foi roubado após sua morte!

Nasceu, em 14 de março de 1879, um dos cientistas mais brilhantes da história. Albert Einstein influenciou milhões e também foi influenciado por uma galera importante ao redor do mundo.

Sua genialidade foi tão grande a ponto de seu cérebro ter sido roubado depois de sua morte, em 1955. Da música a políticas de guerra, entre Brasil e Israel, se liga em cinco fatos sobre sua obra, sua vida e (até depois dela) do criador da Teoria da Relatividade.

1. O violino era sua chave

Quando era criança, Einstein não era fã das aulas de violino que sua mãe, Pauline, o fazia participar. Mas quando começou ouvir o grande compositor Wolfgang Amadeus Mozart, isso mudou. A partir do primeiro momento em que Einstein, aos 13 anos, ouviu as obras do austríaco, o futuro físico descobriu uma paixão pela música.

Décadas depois, o primeiro filho de Einstein, Hans Albert, confirmou que a admiração pelo violino se refletia nas muitas madrugadas em que encontrava seu pai na cozinha pensando sobre problemas enquanto tocava violino. “De repente, ele dizia: 'Entendi!”. Como se, por inspiração, a resposta para o problema tivesse chegado a ele no meio da música", contou Hans Albert a Peter Bucky, amigo de Einstein e autor do livro The Private Albert Einstein (A Vida Privada de Albert Einstein, em tradução livre).

2. Passadinha pelo Brasil

Quatro anos depois de receber o Prêmio Nobel de Física, em 1921, Einstein visitou o Brasil como parte de uma viagem à América do Sul, na qual também foi à Argentina e ao Uruguai. Fez uma rápida parada no Rio de Janeiro antes de embarcar para Buenos Aires, mas voltou para a cidade brasileira vindo de Montevidéu e ficou aqui por uma semana.

A primeira impressão foi fascinante. “Deliciosa mistura étnica nas ruas. Portugueses, indígenas e negros em cada canto de rua. Espontâneos como plantas, subjugados pelo calor”, escreveu sobre o povo brasileiro em seu diário. A flora do Brasil também chamou sua atenção, principalmente durante a visita ao Jardim Botânico carioca, espaço que segundo ele “superaria o sonho das mil e uma noites”.

Foi também neste momento que Einstein demonstrou um sutil carinho pelo país. “O problema que minha mente formulou foi respondido pelo luminoso céu do Brasil”, disse ele fazendo referência ao eclipse solar observado e estudado em Sobral, no Ceará, em 1919. No estudo, cientistas britânicos confirmaram a hipótese da curvatura da luz feita por Einstein, que contribuiu para a validação de sua Teoria da Relatividade.

3. Alertou o presidente dos EUA sobre bombas atômicas

Em 1939, uma carta assinada por Einstein foi enviada ao então presidente dos Estados Unidos, Franklin D. Roosevelt. Nela, o norte-americano foi alertado sobre a possibilidade de a Alemanha estar desenvolvendo bombas atômicas pela fissão de urânio.

A partir de então, os EUA criaram o Projeto Manhattan, responsável pela produção das bombas nucleares lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki em 1945. Anos depois, segundo Linus Pauling, químico que era amigo de Einstein, o físico se arrependera profundamente de ter assinado a carta. Em entrevista à revista Newsweek, ele afirmou que, se soubesse que os alemães não seriam capazes de desenvolver, com sucesso, uma bomba atômica, não teria feito nada.

4. E se tivesse sido presidente de Israel?

Einstein poderia ter sido um presidente, se quisesse. Em 1952, após a morte do primeiro presidente de Israel, Chaim Weizmann, o cargo foi oferecido ao físico. Quem fez o convite foi o então primeiro-ministro do país, Ben-Gurion, sob a chancela do embaixador em Washington, Abba Eban.

Einstein confirmou que ficou profundamente tocado pela oferta, mas recusou por considerar que não era qualificado na área de relações humanas e por não estar de acordo em aceitar funções nas quais não pudesse corresponder às expectativas. Respondeu ainda afirmando que seu “desejo ardente era a contemplação ininterrupta” do mundo natural e físico.

5. Cérebro roubado

Einstein uma vez disse: “Quero ser cremado para que as pessoas não venham venerar meus ossos.” Se com os ossos seu desejo deu certo, com o cérebro, não. O patologista Thomas Harvey foi além da autópsia que identificou um aneurisma da aorta abdominal como causa da morte do gênio. Sem permissão, ele abriu a cabeça do físico, retirou seu cérebro e o levou para casa em um pote de vidro, onde o manteve por 40 anos. 

A ação enfureceu o filho de Einstein que, posteriormente, acabou convencido a autorizar os estudos sobre o cérebro do pai. Harvey fatiou o órgão em 240 blocos na esperança de encontrar pistas sobre a genialidade do alemão. Nada grandioso foi descoberto, apesar de muitas pesquisas terem sido feitas.

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